13/04/20

LT 500 kV Lechuga – Equador, C1 e C2

Paulo Renato R. Como ferramentas GIS e análise de dados espaciais são utilizadas no setor elétrico brasileiro? Irei abordar, neste breve texto, a questão da linha de transmissão de 500 kV Lechuga – Equador, C1 e C2 entre as cidades de Manaus – AM e Boa Vista – RR. Esta linha de transmissão é considerada no plano de solução estrutural a partir da diretriz do Ministério de Minas e Energia (MME) de integrar todas as capitais brasileiras ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Considerando a recente redução de volume de água do rio Caroní, o montante de exportação de energia elétrica da Electrificación del Caroní exportada para o Brasil reduziu drasticamente, sendo necessário em caráter emergencial a instalação de diversas térmicas na região. Referente à mesma região, a Consulta Pública 047/2019 – ANEEL estendeu o período de contribuição até dia 30 de junho de 2020. Esta CP busca obter subsídios para aprimoramento do Edital do Leilão nº 4/2020-ANEEL denominado Leilão de Eficiência Energética para o desenvolvimento de Ações de Eficiência Energética vistas a redução de consumo de energia elétrica no município de Boa Vista – RR. A imagem abaixo mostra a LT 500 kV Lechuga – Equador. A subestação de Lechuga (destaque verde, ao centro) está em operação e faz parte da rede básica do SIN. Já a subestação de energia Equador encontra-se em situação planejada (destaque vermelho, à norte). Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem Segundo informa a ANEEL, a concessionária obteve Licença Prévia na data de 09 de dezembro de 2015 com obtenção de Licença de Instalação e Autorização de Supressão de Vegetação previstas para serem emitidas na data de 15 de abril de 2020, próxima quarta-feira. Segundo a ANEEL, restam pendentes ações necessárias à emissão da LI referentes à FUNAI e ao IBAMA. Mesmo com a emissão da Licença Prévia atestando a viabilidade socioambiental do empreendimento, a ausência da LI impede o início das obras, impactando diretamente no cronograma previsto. A imagem a seguir demonstra a área da Reserva Indígena Waimiri-Atroari já regularizada com o trajeto planejado da LT cruzando a área. Nota-se também a existência de dois pontos referentes à áreas em processo de demarcação informadas pela FUNAI (Pirititi à norte e Waimiri-Atroari à leste). Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem De acordo com a concessionária, 64.9% das propriedades atingidas já possuem autorização de passagem. Segundo a ANEEL, outros pontos de evolução do empreendimento referem-se à contratação de empresas de engenharia para desenvolvimento dos projetos de subestação e linha de transmissão bem como a definição do fornecimento dos equipamentos. Nota-se, segundo os Relatórios de Monitoramento de Empreendimentos da Transmissão, em sua última versão v1.52 (12 de março de 2020), que a data de conclusão registrada em Ato Legal para entrega do empreendimento é de 25 de janeiro de 2015. A atual previsão estimada pelo agente é de 31 de maio de 2023. Torna-se, então, crucial para o desenvolvimento da região a inserção de Roraima ao SIN e o cumprimento dos prazos previstos de obtenção da LI e ASV, como também necessária a efetivação das discussões no âmbito da CP 047/2019 do Leilão de Eficiência Energética. Por final, apenas no sentido de curiosidade, realizei uma alternativa do traçado através da Plataforma Ecotx Data Energy e notou-se um incremento de 158.00 km. Claro, somente a título de curiosidade. Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem Ironicamente, seguindo o traçado da LT 500 kV Lechuga – Equador, C1 e C2 pude notar que a mesma cruza o reservatório da UHE Balbina, onde nota-se o traçado da LT em vermelho pontilhado, a BR 174 em vermelho e a ponte sobre o Rio Santo Antônio do Abonari com 99 metros de extensão. Coincidência ou não, é sempre válido relembrar e buscar ao máximo evitar acontecimentos semelhantes ao existente na UHE Balbina. Nos resta a reflexão de estar ou não repetindo ações do passado. Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem
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